Caro Arconte,
Assim como já lhe informei antes, aqui há alguns membros que vêm (aparentemente inadvertidamente) prejudicando o projeto que, há anos, estamos tentando reconstruir. Esta já foi uma cidade de empreendimentos inovadores numa época em que não se acreditava no potencial de exploração das “até então” índias Orientais.
Aqui, desde o alto da cidade nos reunimos próximo à fronteira com o sabá Incrivelmente assistimos a supostos integrante da camarilla doar suas vitae a serviço de um fluxo de informações construído a partir de relacionamentos absolutamente improdutivos para nossa organização.
Neste momento, a resistência, leal à autoridade do príncipe desta cidade sofre muitos ataques que se agravam em importância e poder diante da já dificultada defesa interna deste principado.
Ultimamente todo tipo de membro pode transitar livremente e romper todo o tipo de decoro que a família vem construindo neste território do além-mar! Inclusive teme-se que o hábito das “sede de vitae” que observamos nessa região sejam um forte indício da manutenção da gehenna e do perigo que isso representa no mundo(...).
Ultimamente, até mesmo entre os tremere local, quem tem sua linhagem a defender busca “integrar-se” ao modo como convivemos, o que nos torna membros que entendemos a guerra contra o Sabá desde outro ângulo.
Sua presença é fundamental, assim que se faça possível nestas terras da Baía de Todos os Santos, por isso desde já gratos,
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
"-O senhor tem certeza, Capitão?
Desabafa vacilante o homem em meio a um gole de rum, enquanto olha suas cartas...
Outros cinco sentam-se à mesa...
À cabeceira, um homem de feições endurecidas....
O jogo desenrolara-se por horas, sem qualquer interrupção, após o capitão declarar o que seria feito no dia seguinte.
-Sim, meu caro Zanuf...
- É claro que tenho certeza...
Fala o capitão com voz grave e rochosa, aumentando em três vezes a aposta feita pelo Turco.
O jogador seguinte, foge da batida, apressando-se em levar, sua caneca à boca.
Evita olhar à sua direita, temendo revelar sua expressão.
Intimamente também, teme imensamente ser indagado.
O imenso núbio sentado à esquerda, segue. Atira sobre a mesa, metal e algumas pedras de alto valor.
-460 homens, meu senhor... Nove Navios...
Ele fala entre os dentes...
- Acredita mesmo que hoje é seu dia de sorte, Malaki?
Interrompe questionando de forma jocosa e com um sorriso cínico nos lábios, o homem de feições eslavas, coberto de ouro, sentado à esquerda do gigante negro.
Juras de morte parecem ser feitas por Malaki sem que uma palavra sequer fosse proferida, mas seu olhar aterrador não alterara de forma alguma o sorriso venenoso do jovem rapaz.
Este, inclina-se numa reverência rasgada, com claro tom de chiste, em direção à cabeceira da mesa, enquanto fala:
-Sinto muito, “my Lord”, mas esta rodada já encontra-se perdida para os senhores... No jogo de amanhã certamente terão mais sorte, visto que participarei da festa ao vosso lado...
Voltando à postura anterior e adquirindo um certo ar arrogante e irônico, ele continua
- Deixe-me ver.... Três Fortalezas, ou seriam torres?... Mil e quinhentos soldados? Uma esquadra por perto?
-Sem dúvidas... Será uma noite interessante!
Concluindo seu raciocínio com uma sonora gargalhada carregada de sarcasmo.
A expressão do capitão ameaça alterar-se...
O homem então se cala, ajeitando-se na pesada cadeira.
Sua expressão toma um ar incomum de seriedade.
-Eu pago o jogo, Capitão.
Ele fala, colocando cuidadosamente, algumas moedas sobre a mesa.
Agora é o Núbio quem sorri.
O último jogador se contém por alguns instantes...
Seus olhos fundos e cansados miram suas cartas, como que tentando enxerga-las e com expressão contrariada as atira à mesa num gesto abrupto, enquanto resmunga em inglês britânico:
-Maldito jogo, malditas cartas do inferno...
É novamente a vez de Zanuf.
Ele pára pensativo...
Seus olhos percorrem todo salão barulhento, como que no intuito de buscar a resposta entre os rostos dos ébrios e trapaceiros...
Finalmente, balançando lentamente a cabeça, como que reprovando a si mesmo pelo que faria em seguida, aproveitando o ímpeto de coragem que lhe tomara, trincando os dentes e em meio a um suspiro agoniado, ele fala:
Está pago... "
by Alan
Desabafa vacilante o homem em meio a um gole de rum, enquanto olha suas cartas...
Outros cinco sentam-se à mesa...
À cabeceira, um homem de feições endurecidas....
O jogo desenrolara-se por horas, sem qualquer interrupção, após o capitão declarar o que seria feito no dia seguinte.
-Sim, meu caro Zanuf...
- É claro que tenho certeza...
Fala o capitão com voz grave e rochosa, aumentando em três vezes a aposta feita pelo Turco.
O jogador seguinte, foge da batida, apressando-se em levar, sua caneca à boca.
Evita olhar à sua direita, temendo revelar sua expressão.
Intimamente também, teme imensamente ser indagado.
O imenso núbio sentado à esquerda, segue. Atira sobre a mesa, metal e algumas pedras de alto valor.
-460 homens, meu senhor... Nove Navios...
Ele fala entre os dentes...
- Acredita mesmo que hoje é seu dia de sorte, Malaki?
Interrompe questionando de forma jocosa e com um sorriso cínico nos lábios, o homem de feições eslavas, coberto de ouro, sentado à esquerda do gigante negro.
Juras de morte parecem ser feitas por Malaki sem que uma palavra sequer fosse proferida, mas seu olhar aterrador não alterara de forma alguma o sorriso venenoso do jovem rapaz.
Este, inclina-se numa reverência rasgada, com claro tom de chiste, em direção à cabeceira da mesa, enquanto fala:
-Sinto muito, “my Lord”, mas esta rodada já encontra-se perdida para os senhores... No jogo de amanhã certamente terão mais sorte, visto que participarei da festa ao vosso lado...
Voltando à postura anterior e adquirindo um certo ar arrogante e irônico, ele continua
- Deixe-me ver.... Três Fortalezas, ou seriam torres?... Mil e quinhentos soldados? Uma esquadra por perto?
-Sem dúvidas... Será uma noite interessante!
Concluindo seu raciocínio com uma sonora gargalhada carregada de sarcasmo.
A expressão do capitão ameaça alterar-se...
O homem então se cala, ajeitando-se na pesada cadeira.
Sua expressão toma um ar incomum de seriedade.
-Eu pago o jogo, Capitão.
Ele fala, colocando cuidadosamente, algumas moedas sobre a mesa.
Agora é o Núbio quem sorri.
O último jogador se contém por alguns instantes...
Seus olhos fundos e cansados miram suas cartas, como que tentando enxerga-las e com expressão contrariada as atira à mesa num gesto abrupto, enquanto resmunga em inglês britânico:
-Maldito jogo, malditas cartas do inferno...
É novamente a vez de Zanuf.
Ele pára pensativo...
Seus olhos percorrem todo salão barulhento, como que no intuito de buscar a resposta entre os rostos dos ébrios e trapaceiros...
Finalmente, balançando lentamente a cabeça, como que reprovando a si mesmo pelo que faria em seguida, aproveitando o ímpeto de coragem que lhe tomara, trincando os dentes e em meio a um suspiro agoniado, ele fala:
Está pago... "
by Alan
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Bad Trip
Cidade Baixa, 17:23hs
As ruas vibram ao som frenético de rítmos populares. Os moradores, despreocupados e extasiados pelos altos indices de álcool, thc e decibéis, preparam-se para mais uma semana de tarefas cotidianas. Matheus observa e sorri. "-Como são ingênuos!" Pensa o jovem Cultista com um copo plástico de cerveja barata nas mãos. "-Melhor assim! A ignorância às vezes é mesmo uma benção!" Perdido em devaneios, ele apenas observa e sorri. "-Ô, pivete! chega aí!" A voz metálica e cheia de malícia arranca-o de seus pensamentos.
"-Tô ligado que cê é chegado numas parada pesada...chega aí, vei! Se ligue no queu discolei!"
"-Colé de merma, man? E cê lá tem nada que me interessa?"
"-Colé, pivete? Tá minstranhando, é? Chega aí!"
Com passos despreocupados e decididos, Matheus caminha até a esquina.
"-Colé?" pergunta com um tom de desafio.
"-Se ligue: Foi um pivete que descolou essa parada. Ele disse que é pra dar um pico!" Fala o jovem maltrapilho com um pequeno frasco de vidro nas mãos. Dentro do frasco, o líquido rubro chama a atenção de Matheus que o olha com seus olhos Despertos. Vitae. Vitae vampírico! Seu coração gela e seus Sentidos apitam como uma sirene de polícia.
"-Que porra é essa, man? Onde cê descolou isso?"
"-Coléééé, pivete? Tá cum medinho, é?"
Neste momento, três outros viciados se aproximam.
"-E aí, unseôtro? Descolou a parada?"
"-Oxe! E eu sou lá argum bufa-fria?" Num falei que ia descolá?" Diz o maltrapilho com o frasco rubro nas mãos, ostentando-o como uma espécie de troféu.
"-Essa é a tal da demença que cê disse?"
"-D E M E N C I A! Cê é burro mermo, né, vei? Num sabe nem falá o nome da parada!"
"-Demência?" Pensa Matheus fingindo despreocupação.
"Vai, vai, vai! Prepara logo isso aí, unseôtro! Num tenho a noite toda não!"
Matheus acende um "barro", seu foco para as Arte da Esfera da Mente. Um trago profundo e uma barrunfada..."A Paz de Erva!" Ele pensa ao realizar o ritual de proteção.
Enquanto isso, os outros quatros viciados aplicam-se na nova "parada".
...
Subúrbio ferroviário, 17:33hs
Matheus corre tentando despistar seus algoses. Ele clama pelo escudo da ignorância do Arcanum. "Preciso avisar o Dr. Bispo! Preciso chegar ao Nodo" A energia dos postes de iluminação estala num som agudo. Matheus sabe que as forças do Paradoxo estão cada vez mais perto. Muita Mágika Vulgar fora feita. "Estou perto agora...apenas..." Seu pensamento é brutalmente interrompido por uma rajada esmeralda de fogo infernal. Caído ao chão, com os membros carbonizados, Matheus tenta tocar os Pontos do Espaço-Tempo para tocar seu Santuário. Ele sabe que terá que sofrer os efeitos das Forças do Paradoxo por isso. Mas não há outra alternativa. "-Olá, Matheus! Adeus, Matheus!" O jovem menino de óculos de aros negros estende sua mão esquerda e todo o sangue de Matheus jorra numa espiral saindo dolorosamente dos poros do jovem Cultista.
"-Deliciem-se com a carne dele. Aproveitem! Já está bem-passada. Apenas me deixem um troféu. A cabeça." O diabólico Tremere dá as costas ao banquete e volta aos seus pensamentos: "-Sim, Mestre sinto que estamos próximos. Próximos como nunca!"
by Narrador.
As ruas vibram ao som frenético de rítmos populares. Os moradores, despreocupados e extasiados pelos altos indices de álcool, thc e decibéis, preparam-se para mais uma semana de tarefas cotidianas. Matheus observa e sorri. "-Como são ingênuos!" Pensa o jovem Cultista com um copo plástico de cerveja barata nas mãos. "-Melhor assim! A ignorância às vezes é mesmo uma benção!" Perdido em devaneios, ele apenas observa e sorri. "-Ô, pivete! chega aí!" A voz metálica e cheia de malícia arranca-o de seus pensamentos.
"-Tô ligado que cê é chegado numas parada pesada...chega aí, vei! Se ligue no queu discolei!"
"-Colé de merma, man? E cê lá tem nada que me interessa?"
"-Colé, pivete? Tá minstranhando, é? Chega aí!"
Com passos despreocupados e decididos, Matheus caminha até a esquina.
"-Colé?" pergunta com um tom de desafio.
"-Se ligue: Foi um pivete que descolou essa parada. Ele disse que é pra dar um pico!" Fala o jovem maltrapilho com um pequeno frasco de vidro nas mãos. Dentro do frasco, o líquido rubro chama a atenção de Matheus que o olha com seus olhos Despertos. Vitae. Vitae vampírico! Seu coração gela e seus Sentidos apitam como uma sirene de polícia.
"-Que porra é essa, man? Onde cê descolou isso?"
"-Coléééé, pivete? Tá cum medinho, é?"
Neste momento, três outros viciados se aproximam.
"-E aí, unseôtro? Descolou a parada?"
"-Oxe! E eu sou lá argum bufa-fria?" Num falei que ia descolá?" Diz o maltrapilho com o frasco rubro nas mãos, ostentando-o como uma espécie de troféu.
"-Essa é a tal da demença que cê disse?"
"-D E M E N C I A! Cê é burro mermo, né, vei? Num sabe nem falá o nome da parada!"
"-Demência?" Pensa Matheus fingindo despreocupação.
"Vai, vai, vai! Prepara logo isso aí, unseôtro! Num tenho a noite toda não!"
Matheus acende um "barro", seu foco para as Arte da Esfera da Mente. Um trago profundo e uma barrunfada..."A Paz de Erva!" Ele pensa ao realizar o ritual de proteção.
Enquanto isso, os outros quatros viciados aplicam-se na nova "parada".
...
Subúrbio ferroviário, 17:33hs
Matheus corre tentando despistar seus algoses. Ele clama pelo escudo da ignorância do Arcanum. "Preciso avisar o Dr. Bispo! Preciso chegar ao Nodo" A energia dos postes de iluminação estala num som agudo. Matheus sabe que as forças do Paradoxo estão cada vez mais perto. Muita Mágika Vulgar fora feita. "Estou perto agora...apenas..." Seu pensamento é brutalmente interrompido por uma rajada esmeralda de fogo infernal. Caído ao chão, com os membros carbonizados, Matheus tenta tocar os Pontos do Espaço-Tempo para tocar seu Santuário. Ele sabe que terá que sofrer os efeitos das Forças do Paradoxo por isso. Mas não há outra alternativa. "-Olá, Matheus! Adeus, Matheus!" O jovem menino de óculos de aros negros estende sua mão esquerda e todo o sangue de Matheus jorra numa espiral saindo dolorosamente dos poros do jovem Cultista.
"-Deliciem-se com a carne dele. Aproveitem! Já está bem-passada. Apenas me deixem um troféu. A cabeça." O diabólico Tremere dá as costas ao banquete e volta aos seus pensamentos: "-Sim, Mestre sinto que estamos próximos. Próximos como nunca!"
by Narrador.
O bom filho à casa torna
Faz uma semana desde que tive meu refúgio atacado e destruído. Uma semana desde que tive que fugir de minha cidade e procurar ajuda no principado de Salvador. Uma semana desde que meus amigos começaram a ser caçados e mortos.
Sim, em uma semana tive bastante perdas. Muitas coisas ficaram para trás, algumas para sempre, para toda a minha eternidade. Mas nessa semana, também pude ganhar outras.
Nessa semana, também pude mostrar aos malditos que, mesmo com a fuga, não irei me entregar facilmente e que irei dificultar a vida deles. Em uma semana os malditos sofreram baixas importantes, inclusive pelas minhas mãos. Diversas packs e um destacamento da Mão Negra foram destruídos.
Agora, com os malditos com o moral abalado e com as novas alianças que conquistei, está na hora de voltar para a minha cidade.
Agora está na hora de colocar os malditos para fugir de lá. Agora será o sentido contrário.
Agora como diz o ditado "O bom filho à casa torna".
by Elias "Rafu" Catan
Sim, em uma semana tive bastante perdas. Muitas coisas ficaram para trás, algumas para sempre, para toda a minha eternidade. Mas nessa semana, também pude ganhar outras.
Nessa semana, também pude mostrar aos malditos que, mesmo com a fuga, não irei me entregar facilmente e que irei dificultar a vida deles. Em uma semana os malditos sofreram baixas importantes, inclusive pelas minhas mãos. Diversas packs e um destacamento da Mão Negra foram destruídos.
Agora, com os malditos com o moral abalado e com as novas alianças que conquistei, está na hora de voltar para a minha cidade.
Agora está na hora de colocar os malditos para fugir de lá. Agora será o sentido contrário.
Agora como diz o ditado "O bom filho à casa torna".
by Elias "Rafu" Catan
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Entreatro II
Era noite de lua cheia, e o mar escuro cintilava com pequenos diamantes de luz desenhando uma faixa. Eles estavam acampados no alto de uma falésia, onde o vento batia forte e espalhava fagulhas da fogueira no ar. A fogueira não os incomodava o suficiente, e eles mantinham uma distância confortável das labaredas altas ao redor da qual os dançarinos se revezavam. Havia música, comida e bebida. Mais tarde, com o passar das horas, haveriam beijos, brigas e ciúmes. Era uma noite de festa como as outras, mas para ela, era uma noite de despedida.
A voz de Pio atravessou as sombras que enchiam sua mente, como uma carícia. Ela sentiu os braços dele se enroscarem ao redor dela, vindos por trás. Não havia calor físico naquele abraço, mas ela podia sentir outras coisas que eram transmitidas por ele.
“Dance para mim. Dance para que eu tenha lembranças suficientes até o momento de nosso reencontro.”
Ela sorriu, e baixou a cabeça com falsa modéstia. Se desvencilhando de seus braços, ela se agachou, retirando as sandálias com a experiência de anos nas mãos. Retirou depois o lenço que cobria parte dos cabelos negros, e se aproximou da fogueira; descalça, cabelos ao vento, pegou uma rosa vermelha na mão de um dos companheiros, e, quando eles a notaram, fez-se silêncio. Não era sempre que ela dançava. A música mudou. A dança começou lenta a princípio, quase hipnótica, e foi acelerando e se tornando mais intensa e rítmica, e o barulho das palmas era quase ensurdecedor. Os homens olhavam extasiados; as mulheres suspiravam com um pouco de inveja. Mas os movimentos da dançarina eram inigualáveis, sobrenaturais, perfeitos. Pio se aproximou do fogo, devorando a imagem da moça, os olhos dourados brilhando na luz misturada de prata e ouro da luz e do fogo, olhos do mesmo tom dos dela. Os cabelos negros e cheios de ondas flutuavam ao redor dela, acompanhando os passos e meneios da cabeça; a pele pálida refletia a luz do fogo.
Ela era corajosa demais, para dançar tão perto do fogo; e era essa coragem que o atraíra para ela desde o princípio. Aquele pensamento sempre o fazia lembrar das coisas que se sucederam, e de como fora enganado. Essa evidência estava estampada nos olhos felinos da moça, e aquilo o enchia de raiva.
Mas ela encontraria o maldito. Ela o levaria até ele. E ele o mataria, lentamente.
A música estava no seu auge, e ela se entregava à dança de corpo e alma. Quando tudo acabou, ela voltou até ele, e ele a envolveu mais uma vez.
“Vou sentir sua falta, minha pequena.”
“Haverá apenas um oceano entre nós, Pio. E é por uma boa causa. Em breve você irá até mim. Vamos ver se eu sou uma rastreadora tão boa quanto você acha que eu sou.”
by Bete "Bee" Band
A voz de Pio atravessou as sombras que enchiam sua mente, como uma carícia. Ela sentiu os braços dele se enroscarem ao redor dela, vindos por trás. Não havia calor físico naquele abraço, mas ela podia sentir outras coisas que eram transmitidas por ele.
“Dance para mim. Dance para que eu tenha lembranças suficientes até o momento de nosso reencontro.”
Ela sorriu, e baixou a cabeça com falsa modéstia. Se desvencilhando de seus braços, ela se agachou, retirando as sandálias com a experiência de anos nas mãos. Retirou depois o lenço que cobria parte dos cabelos negros, e se aproximou da fogueira; descalça, cabelos ao vento, pegou uma rosa vermelha na mão de um dos companheiros, e, quando eles a notaram, fez-se silêncio. Não era sempre que ela dançava. A música mudou. A dança começou lenta a princípio, quase hipnótica, e foi acelerando e se tornando mais intensa e rítmica, e o barulho das palmas era quase ensurdecedor. Os homens olhavam extasiados; as mulheres suspiravam com um pouco de inveja. Mas os movimentos da dançarina eram inigualáveis, sobrenaturais, perfeitos. Pio se aproximou do fogo, devorando a imagem da moça, os olhos dourados brilhando na luz misturada de prata e ouro da luz e do fogo, olhos do mesmo tom dos dela. Os cabelos negros e cheios de ondas flutuavam ao redor dela, acompanhando os passos e meneios da cabeça; a pele pálida refletia a luz do fogo.
Ela era corajosa demais, para dançar tão perto do fogo; e era essa coragem que o atraíra para ela desde o princípio. Aquele pensamento sempre o fazia lembrar das coisas que se sucederam, e de como fora enganado. Essa evidência estava estampada nos olhos felinos da moça, e aquilo o enchia de raiva.
Mas ela encontraria o maldito. Ela o levaria até ele. E ele o mataria, lentamente.
A música estava no seu auge, e ela se entregava à dança de corpo e alma. Quando tudo acabou, ela voltou até ele, e ele a envolveu mais uma vez.
“Vou sentir sua falta, minha pequena.”
“Haverá apenas um oceano entre nós, Pio. E é por uma boa causa. Em breve você irá até mim. Vamos ver se eu sou uma rastreadora tão boa quanto você acha que eu sou.”
by Bete "Bee" Band
terça-feira, 30 de junho de 2009
Ambientação II
Membros Importantes:
Luiz Antônio de Medeiros (Ancião Ventrue) – ex-Príncipe (desaparecido)
Duqueza (Ancila Malkavian) - ex-Seneschal (desaparecido)
Mauricio de Azevedo (Ancila Ventrue) – ex-Xerife (desaparecido)
Willian Drake (Ancião Ventrue)– Príncipe
Marcio Bernardes (Ancião Toreador)– Seneschal
Johann von Webern (Ancião Brujah)- Xerife
Marcos Rocha (Ancila Gangrel)- Batedor
Luiz Fernando de Albuquerque (Ancila Ventrue)– O Guardião dos Elísios
Marco Gallai (Ancila Toreador)– Líder das Harpias
Rafael Fael - Malkavian
Víbora (Ancião) - Primigenie Gangrel
Douglas (Ancião) - Primigenie Toreador
Spectro (Ancião) - Primigenie Nosferatu
Ivan Bispo (Ancião) - Primigenie Tremere
Johann von Webern (Ancião) - Primigenie Brujah
Katrina Walt (Ancila)– Primigenie Ventrue
Ramirez - Anarquista Ravnos
Domínios:
Hospitais: Malkavianos
Zôo e Polícia Civil: Gangrels
Narcotráfico: Nosferatu
Mídia e Turismo: Toreador
Universidades: Tremere
Política, Polícia Militar, Docas e Aeroporto: Ventrue
Elísios
Centro de Convenções da Bahia;
Museu de Arte Moderna;
Museu de Arte da Bahia;
Teatro Castro Alves;
Teatro Vila Velha;
Hotel Pestana;
Hotel Softel Quatro Rodas;
*Locais Importantes
Bistrô Por do Sol – Porto da Barra
Iate Clube – Ladeira da Barra
Lilith Pup – Imbuí
French Quartiê – Pituba
Irish Pup – Porto da Barra
**Locais proibidos aos Membros
Pelourinho, Abaeté, Parques Metropolitanos
*O conhecimento desses lugares é permitido a personagens com Conhecimento Local e/ou manha 4 (esp. Salvador)
** Os locais proibidos ao Membros é informado a todo e qualquer membro que apresente-se ao Príncipe. A visitação desses lugares é considerada quebra da Segunda Tradição.
Luiz Antônio de Medeiros (Ancião Ventrue) – ex-Príncipe (desaparecido)
Duqueza (Ancila Malkavian) - ex-Seneschal (desaparecido)
Mauricio de Azevedo (Ancila Ventrue) – ex-Xerife (desaparecido)
Willian Drake (Ancião Ventrue)– Príncipe
Marcio Bernardes (Ancião Toreador)– Seneschal
Johann von Webern (Ancião Brujah)- Xerife
Marcos Rocha (Ancila Gangrel)- Batedor
Luiz Fernando de Albuquerque (Ancila Ventrue)– O Guardião dos Elísios
Marco Gallai (Ancila Toreador)– Líder das Harpias
Rafael Fael - Malkavian
Víbora (Ancião) - Primigenie Gangrel
Douglas (Ancião) - Primigenie Toreador
Spectro (Ancião) - Primigenie Nosferatu
Ivan Bispo (Ancião) - Primigenie Tremere
Johann von Webern (Ancião) - Primigenie Brujah
Katrina Walt (Ancila)– Primigenie Ventrue
Ramirez - Anarquista Ravnos
Domínios:
Hospitais: Malkavianos
Zôo e Polícia Civil: Gangrels
Narcotráfico: Nosferatu
Mídia e Turismo: Toreador
Universidades: Tremere
Política, Polícia Militar, Docas e Aeroporto: Ventrue
Elísios
Centro de Convenções da Bahia;
Museu de Arte Moderna;
Museu de Arte da Bahia;
Teatro Castro Alves;
Teatro Vila Velha;
Hotel Pestana;
Hotel Softel Quatro Rodas;
*Locais Importantes
Bistrô Por do Sol – Porto da Barra
Iate Clube – Ladeira da Barra
Lilith Pup – Imbuí
French Quartiê – Pituba
Irish Pup – Porto da Barra
**Locais proibidos aos Membros
Pelourinho, Abaeté, Parques Metropolitanos
*O conhecimento desses lugares é permitido a personagens com Conhecimento Local e/ou manha 4 (esp. Salvador)
** Os locais proibidos ao Membros é informado a todo e qualquer membro que apresente-se ao Príncipe. A visitação desses lugares é considerada quebra da Segunda Tradição.
Ambientação III
Baixas da Camarila de São Salvador - dados das últimas 5 noites, fornecidos pelo Ancião Spectro, na noite do dia 17 de Junho de 2000*
Toreador:
6ºArthu Lancaster. Ancillae – Reconhecido, Bem conectado, Bem Conhecido, Agradável
5ºAmanda Matos. Neófito – Reconhecido, Agradável
Ventrue:
7ºAlicia Ferrara. Neófito – Reconhecido, Agradável
Tremere:
4ºDr. Klaws. Neófito – Reconhecido, Leal, Respeitado
Nosferatu:
1ºMosca. Neófito – Reconhecido
3ºFacão. Ancila– Reconhecido, Temido
Gangrel:
2º Marcos Rocha. Ancillae - Reconhecido, Leal, Temido
*dados de conhecimento alguns Membros do Principado de São Salvador
Toreador:
6ºArthu Lancaster. Ancillae – Reconhecido, Bem conectado, Bem Conhecido, Agradável
5ºAmanda Matos. Neófito – Reconhecido, Agradável
Ventrue:
7ºAlicia Ferrara. Neófito – Reconhecido, Agradável
Tremere:
4ºDr. Klaws. Neófito – Reconhecido, Leal, Respeitado
Nosferatu:
1ºMosca. Neófito – Reconhecido
3ºFacão. Ancila– Reconhecido, Temido
Gangrel:
2º Marcos Rocha. Ancillae - Reconhecido, Leal, Temido
*dados de conhecimento alguns Membros do Principado de São Salvador
Entreatro I
O som seco do impacto do corpo do Ancião no chão da calçada, desperta a ansiosa observadora, fazendo-a levantar num sobressalto.
-Merda!
-O que aconteceu? pergunta preocupada, a bela e pálida, como uma rosa pálida, Malkavian.
A franzina criatura levanta-se do chão, limpando-se do que quer que poderia macular seu imaculadamente imundo terno ocre.
-Esse tal de Johann é mesmo um...pé no saco, como vocês dizem...Responde com um sorriso cínico no canto dos lábios.
-Conseguiu falar com ele?
-Não. Não quis perder meu tempo com ele. Fui direto a Drake. Mas o maldito nazistazinho empalou Jihad, fazendo com que...
-Mas que desgraça, Fael! Eu falei pra vc falar com Johann! Sophia o interrompe, em uma cena antes de total frustação do que de fúria.
-E agora? Quero ver que porra você vai fazer pra voltar lá! Putaquepariu...você nunca faz o que eu digo!
O Ancião a olha com seu olhos frios, frios como o dissabor da descoberta de uma traição, e diz:
-Acalme-se, meu amor. Quando foi que eu já te decepcionei?
-Sempre. Ela pensa com um agrável, resignado e desnecessário suspiro.
-Claro, Ancião. Faremos do seu modo. Diz, olhando para o reflexo, fosco e tremulo da lua no céu cinza da eterna noite na Rede.
***
Fim do entreatro.
-Merda!
-O que aconteceu? pergunta preocupada, a bela e pálida, como uma rosa pálida, Malkavian.
A franzina criatura levanta-se do chão, limpando-se do que quer que poderia macular seu imaculadamente imundo terno ocre.
-Esse tal de Johann é mesmo um...pé no saco, como vocês dizem...Responde com um sorriso cínico no canto dos lábios.
-Conseguiu falar com ele?
-Não. Não quis perder meu tempo com ele. Fui direto a Drake. Mas o maldito nazistazinho empalou Jihad, fazendo com que...
-Mas que desgraça, Fael! Eu falei pra vc falar com Johann! Sophia o interrompe, em uma cena antes de total frustação do que de fúria.
-E agora? Quero ver que porra você vai fazer pra voltar lá! Putaquepariu...você nunca faz o que eu digo!
O Ancião a olha com seu olhos frios, frios como o dissabor da descoberta de uma traição, e diz:
-Acalme-se, meu amor. Quando foi que eu já te decepcionei?
-Sempre. Ela pensa com um agrável, resignado e desnecessário suspiro.
-Claro, Ancião. Faremos do seu modo. Diz, olhando para o reflexo, fosco e tremulo da lua no céu cinza da eterna noite na Rede.
***
Fim do entreatro.
Ambientação
A cidade de São Salvador detém o titulo de “Primeiro Principado do Brasil”. O Principado de São Salvador foi fundado em 1650, pelo visionário ancilae Toreador Don Lucas de Almeida e Alcântara, sire do agora Ancião Douglas Bitencurt, logo após a terceira e ultima invasão holandesa. Por quase 250 anos, Don Lucas de Almeida e Alcântara, membro de uma prestigiada guilda de escritores lusitanos, governou o principado de São Salvador estabelecendo uma forte base de crias e influência nos veículos de comunicação, transporte e entretenimento. Através dessas bases Don Lucas de Almeida e Alcântara, construiu uma rede de transporte levando a então cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos a se tornar a maior província exportadora de açúcar da Colônia. Maioria em um Principado forte política e economicamente, os Toreados mantiveram um forte poder político na sociedade dos Membros do Brasil, através de alianças com outros Príncipes do Brasil, Portugal, Espanha e Holanda. Esse poder começou a experimentar um rápido declínio depois da destruição de Don Lucas de Almeida e Alcântara e várias de suas crias pelas mãos de Assamitas, durante a revolução dos escravos mulçumanos conhecida como Revolta dos Malês. Neste momento, os membros Spectro, Víbora e Lafaiete Altran, dos clãs Nosferatu, Gangrel e Tremere, respectivamente, estabeleceram um consorcio para governar e proteger a cidade das ameaças sempre presentes. O Conselho de Anciões, como ficou conhecido o consorcio dos três clãs não teve o êxito pretendido. Apesar de consegui expulsar os bandos do Sabá do território do Principado, intrigas, trocas de acusações e uma franca desconfiança mútua fez com que as rédeas do poder escapassem das mãos dos Três Anciões. Em 13 de Agosto de 1897 chega em Salvador o ancião Ventrue Luiz Antônio de Medeiros, da Casa Lusitana e reclama o principado. Numa manobra política nunca antes vista em terras brasileiras, Luiz Antônio de Medeiros retoma as relações diplomáticas de Don Lucas, fortalecendo as alianças com os principais Principados do Brasil, forma uma aliança, ainda que frágil com o Conselho do Anciões e, durante os 150 anos seguintes torna o Principado de São Salvador um local seguro para os Membros.
Em 2000, data atual, Luiz Antônio de Medeiros desaparece juntamente com sua cria e Xerife Maurício de Azevedo. Tentando restabelecer a paz e a ordem a Seneschal Duqueza, em uma arriscada manobra diplomática, trás de volta para a cidade o antigo Xerife Johann Peter von Webern, ancilae Brujah e neto do Justicar Brujah Willian McRiver. Chega a cidade também neste mesmo momento, Sir Willian Jonatan Drake, ancilae Ventrue da prestigiada Casa Britânica, da linhagem de Harderstart, O Ancião. Sir Willian Drake reclama o principado contando com o apoio, ainda que efêmero de toda a Primigenie.
Em sua nova fase, o Principado de São Salvador depara-se com velhos problemas: falta de segurança, alianças políticas instáveis e velhos membros com pouca habilidade em trabalhar em conjunto.
Para agravar a situação e tornar o trabalho do Príncipe e do Xerife mais desafiador, o Sabá encontra-se às bordas da cidade. O Arcebispo Lasombra Luiz Alfonso de Mendonsa tomou o Principado de Aracajú. Hordas de sabás sitiam as saídas norte, nordeste e noroeste do Principado. Antigas profecias do Sangue são declamadas. O Principado de São Salvador encontra-se em noites agitadas...
Em 2000, data atual, Luiz Antônio de Medeiros desaparece juntamente com sua cria e Xerife Maurício de Azevedo. Tentando restabelecer a paz e a ordem a Seneschal Duqueza, em uma arriscada manobra diplomática, trás de volta para a cidade o antigo Xerife Johann Peter von Webern, ancilae Brujah e neto do Justicar Brujah Willian McRiver. Chega a cidade também neste mesmo momento, Sir Willian Jonatan Drake, ancilae Ventrue da prestigiada Casa Britânica, da linhagem de Harderstart, O Ancião. Sir Willian Drake reclama o principado contando com o apoio, ainda que efêmero de toda a Primigenie.
Em sua nova fase, o Principado de São Salvador depara-se com velhos problemas: falta de segurança, alianças políticas instáveis e velhos membros com pouca habilidade em trabalhar em conjunto.
Para agravar a situação e tornar o trabalho do Príncipe e do Xerife mais desafiador, o Sabá encontra-se às bordas da cidade. O Arcebispo Lasombra Luiz Alfonso de Mendonsa tomou o Principado de Aracajú. Hordas de sabás sitiam as saídas norte, nordeste e noroeste do Principado. Antigas profecias do Sangue são declamadas. O Principado de São Salvador encontra-se em noites agitadas...
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